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Ação do Sebrae ajuda destinos do Brasil a descobrirem novas vocações para o turismo

Criada há dois anos, a Rede de Agentes de Roteiros Turísticos do Sebrae já apresenta resultados em vários estados brasileiros
PorRedação
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A 50ª edição da Abav Expo, realizada no Riocentro, no Rio de Janeiro, foi a primeira oportunidade para o Sebrae colocar à prova as ações desenvolvidas nos últimos dois anos por sua Rede de Agentes de Roteiros Turísticos. A ação teve início em 2022, com o objetivo de fomentar o turismo a partir do atendimento a demandas e necessidades dos agentes das pequenas empresas. Esses profissionais ajudam o gestor a entregar resultados, além de contribuir também na governança, na parceira entre empresários, governo e terceiro setor.

Germana Magalhães, analista de Competitividade do Sebrae. Crédito: André Ciryaco.

“Cada estado tem autonomia para, a partir da nossa metodologia, encontrar a vocação do local e trabalhá-la até que possa ser transformada em um produto de qualidade”, contou Germana Magalhães, analista de Competitividade do Sebrae. Ela enumera que tal vocação pode estar na gastronomia, na história, nas atrações de aventura, nos aspectos culturais ou qualquer outro dos vários caminhos possíveis.

Segundo a analista, nesses dois anos, o projeto já arregimentou um grande número de parceiros em 20 unidades da Federação, apesar de estar apenas no seu início. “São cerca de 200 agentes em 250 territórios e 600 municípios”, explicou Germana: “é uma legião de pessoas”. O objetivo, agora, é fazer com que os polos se aprofundem e se qualifiquem.

Um exemplo dessas redescobertas de vocações aconteceu no Rio de Janeiro. De acordo com Marisa Cardoso, coordenadora de Turismo do Sebrae RJ, a intenção local foi desenvolver novos destinos e fortalecer os já existentes, sugerindo produtos menos “óbvios”. “Em Búzios, cidade famosa por suas praias e gastronomia, criamos ‘Búzios e suas raízes’, em que priorizamos a cultura quilombola, que nunca tinha sido trabalhada. Agora ela está formatada”, comentou, dando outros exemplos, como a própria capital, que tem um trajeto turístico específico para falar sobre a herança africana da cidade. Ou a rota para a bucólica ilha de Paquetá, bairro carioca no meio da Baía de Guanabara, mas que também pertence ao Parque Nacional da Tijuca.

No estado, o projeto começou com 11 municípios em 2022 e mais 11 outros entraram neste ano de 2023. “Na pandemia, as pessoas conheceram um Rio que não conheciam antes. Percebemos o potencial disso para incentivar o conhecimento de um turismo incomum.
Marisa Cardoso, coordenadora de Turismo do Sebrae RJ.

Ela aproveitou a deixa para brincar sobre a rota de Quissamã, no Norte Fluminense, que tem um projeto que apresenta a natureza exuberante e a herança cultural da cidade: “Conhecemos coisas que nem o quissamaense conhecia”, acrescentou.

Crédito: André Ciryaco.

Mas nem só de invenções de novos roteiros para antigos territórios vive o projeto. Há também iniciativas em que o Sebrae ajudou a formalizar um caminho que já existia, mas sem uma estrutura desenvolvida. É o caso da Rota das Emoções, que reúne Jericoacara (CE), o Delta do Parnaíba (PB) e os Lençóis maranhenses. A rota foi batizada dessa forma porque, dependendo da localidade, só se chega de veículos com tração nas quatro rodas.

“Nós trabalhamos produtos que vão além do turismo do sol e praia”, comenta Silvio Moreira, gerente de Competitividade do Sebrae Ceará. “Tentamos levar o turista a experimentar outras vivências, integrando artesanato, agricultura familiar, economia criativa, gastronomia, eventos… É um turismo além do feijão com arroz, ou do baião de dois”, brincou Silvio.

Ele lembrou ainda da organização da governança, com iniciativa privada e governo trabalhando juntos no desenvolvimento do turismo. “É uma rota comercializada no mundo inteiro. Demora sete dias ao todo para percorrê-la por completo, mas estamos tentando agregar outras cidades, porque alguns municípios podem não ter hospedagem, mas têm muitas coisas para fazer.”

Empresário do Delta do Parnaíba e presidente da primeira Instância de Governança (IGR) da Rota das Emoções, Joaquim Vidal, ou apenas Joca, como ele é mais conhecido, contou que o destino nasceu naturalmente, mas se chamava Cepimo, tentando formar uma palavra com as letras iniciais dos três estados que a compõe. “Quando o Sebrae abraçou o projeto, deu o nome atual. Ficou bem melhor”, assegurou Joca, que também mencionou o incentivo do Sebrae no aspecto da governança e no incentivo para as feiras de turismo. “Com o Sebrae, a rota foi institucionalizada.”

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