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Pequeno negócio é parte desta nova ordem mundial

O Sebrae vem atuando junto com a Apex em uma agenda de trabalho ambiciosa, que inclua o empreendedorismo como tema central das transformações em curso
PorRedação
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As relações internacionais do Sebrae compreendem políticas de Estado e assim devem ser entendidas. Ao criarmos ou fortalecermos parcerias em todo o mundo com instituições que exerçam funções convergentes no estímulo aos pequenos negócios e empreendedorismo, damos uma sólida contribuição para o desenvolvimento sustentável e para a inclusão social. São medidas que estão alinhadas ao compromisso assumido pelo governo Lula e do Geraldo Alckmin com o Sul Global na redução das desigualdades, com a inclusão social, o combate à fome e à pobreza, a transição energética e o desenvolvimento sustentável e a reforma da governança global.

As agendas internacionais invocando os pilares da cidadania, os alicerces democráticos e resgatando a credibilidade brasileira no cenário global devem ser desdobradas por todas as instituições nacionais, atores políticos e empresários locais. As portas do mundo estão abertas, permeáveis a uma nova ordem. Todos podem e devem fazer mais, independentemente do setor. Os pequenos negócios são parte essencial neste debate. Não dá para discutir descarbonização, por exemplo, sem colocar o segmento no centro do debate.

O Sebrae vem atuando junto com a Apex e outros setores da sociedade em uma agenda de trabalho ambiciosa, que inclua o empreendedorismo como tema central das transformações em curso. Essa agenda internacional é verificável por meio de acordos no âmbito do Mercosul, do G20, além de parcerias sistemáticas com a Apex Brasil, os Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sempre em busca da inclusão produtiva e social.

Entre os resultados concretos no âmbito institucional, estão acordos com o Inapem e o Pró-Empresa, instituições congêneres na Angola e em Cabo Verde, respectivamente, visando à capacitação do corpo técnico de ambos os países, o intercâmbio de experiências e metodologias, além de ações e políticas públicas em apoio ao empreendedorismo.

Já quando olhamos para a linha de atuação voltada para ampliar mercado internacional para os pequenos negócios, temos a edição de 2023 do Web Summit, evento de inovação da Europa, que levou a maior delegação brasileira da história para Portugal. O Sebrae, em parceria com Apex Brasil, MRE, MDIC e SERPRO, organizou a delegação com grupo de 400 empresas, das quais 200 eram startups. A prospecção de mercados ocorreu junto a 73 mil participantes de 153 países. As empresas brasileiras desembarcaram em Lisboa sabendo exatamente as conexões que iriam fazer, projetando a geração de negócios na ordem de R$ 9 milhões, recorde para o segmento.

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O próximo grande palco para o Brasil demonstrar o seu protagonismo global será a COP28, em Dubai, de 30 de novembro a 12 de dezembro. A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas é crucial para acelerar a transição energética e atenuar as catástrofes climáticas, cada vez mais rotineiras no Brasil e no mundo. O Sebrae dará sua contribuição em diversos painéis, destacando a importância estratégica dos pequenos negócios na transição verde em todos os continentes.

Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional.

Com uma base sólida de fontes renováveis, o Brasil tem a oportunidade de liderar pelo exemplo, estabelecendo-se como um modelo para outras nações.

A responsabilidade aumenta, pois em poucos dias, o presidente Lula assume o G20. Será um momento histórico, que marcará a liderança do Brasil na condução de assuntos essenciais para o mundo. O debate promete gerar mudanças essenciais para a Humanidade. O Brasil possui uma agenda ambiciosa, que assegure a sustentabilidade do planeta e a dignidade das pessoas. Os desafios serão muitos, como sediar a COP 30, em 2025, a primeira na Amazônia. O trabalho já começou e os pequenos negócios, que respondem por 95% das empresas brasileiras, são parte essencial nesta transformação para um mundo com mais qualidade de vida para todos. A gente quer que o pequeno negócio seja entendido como parte da discussão.

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