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Sebrae promove encontro de lideranças ligadas ao Ecossistema de educação nacional na Bahia

Evento na Bahia reúne autoridades e representantes dos poderes públicos federal e estadual, além de técnicos, especialistas e instituições
PorCristiana Fernandes
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Nesta quinta (28) e sexta-feira (29), a Bahia sedia o II Encontro do Ecossistema de Educação Empreendedora, na Costa do Sauípe (BA). Realizado pelo Sebrae, o evento reúne 60 lideranças representantes dos principais parceiros do ecossistema de educação do país, entre autoridades e representantes dos poderes públicos federal e estadual, além de técnicos, especialistas e instituições representativas do setor. O encontro marca os 10 anos do Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE), no qual a Bahia é pioneira pelo trabalho de desenvolvimento de competências empreendedoras em estudantes e educadores do ensino fundamental ao superior.

Sob o tema “Amada Bahia: Terra empreendedora, musical e educadora”, a cerimônia de abertura do evento contou com a participação do superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, que deu as boas-vindas a todos e agradeceu pelo apoio e por acreditarem na Educação Empreendedora assim como o Sebrae faz há mais de 10 anos.

Quando eu cheguei ao Sebrae, fui apresentado a vários projetos. Alguém me perguntou qual deles eu achava o melhor e, com todo respeito, respondi que, se algum deles junta a educação, para mim, é o melhor. Digo isso por uma questão de entendimento, como filho de imigrantes, foi a educação que me deu a oportunidade de galgar posições dentro do meu país. Por isso, não tenho dúvidas de poder fazer cada vez mais pela educação aqui na Bahia.
Jorge Khoury, superintendente do Sebrae Bahia.

O chefe de gabinete da Diretoria Técnica do Sebrae Nacional, Alessandro Machado, também agradeceu a participação de todas as entidades e reforçou o motivo do convite para o encontro.

Vocês foram escolhidos porque são parceiros importantes para aquilo que o Sebrae quer. No fundo, a gente quer muito trabalhar com a educação por acreditar que ela vai colocar o nosso país em outro patamar e a ideia desse encontro é unir forças, recursos e tempo para que possamos realmente levar a educação para esse lugar.
Alessandro Machado, chefe de gabinete da Diretoria Técnica do Sebrae Nacional.

Em sua fala, a gerente de Educação Empreendedora do Sebrae Nacional, Edleide Alves, destacou que a realização do encontro tem como intuito mostrar como a instituição respeita as regionalidades e a prática do que o Sebrae vem construindo por meio da educação empreendedora. “Este momento é muito especial porque ele é um convite, mas, antes disso, ele é uma escuta. Há mais de 20 anos, o Sebrae promove ações pontuais integradas à educação, mas há dez anos, começamos a trabalhar com essa temática de uma maneira sistêmica, com diretrizes nacionais, respeitando as regionalidades, as características locais. Então, neste momento, é muito importante a presença de todos vocês e a união de tantos saberes voltados à educação”, reconheceu.

O secretário de Educação de Mata de São João, Alex Carvalho, participou do evento representando o prefeito João Gualberto. Na oportunidade, o titular da pasta falou sobre as ações desenvolvidas pela gestão municipal e que resultaram em boas colocações em pesquisas de índices educacionais estaduais e nacionais nos últimos anos.

“Diversas medidas foram implementadas pela gestão municipal para que a gente tivesse uma mudança significativa na nossa educação. Hoje, nós somos o município com maior índice de desenvolvimento da educação na nossa região e tudo isso é fruto de investimento, comprometimento e trabalho, mas isso não se faz sozinho, a gente conta com alguns parceiros que nos apoiam e o Sebrae é um importante parceiro”, pontuou.

Representante do governo do Estado, o superintendente da Educação Profissional e Tecnológica, Ezequiel Westphal, ressaltou que a Bahia está cada vez mais se afirmando no cenário do Nordeste e nacional com uma política de intencionalidade educacional. “Não é somente em infraestrutura, quando se trata de equipamentos, unidades escolares, compreende também uma nova concepção de educação integrada à política de educação, sobre o que podemos oferecer de melhor ao respeitar a dignidade da pessoa humana, do cidadão e cidadã das nossas escolas”, declarou.

Entre as organizações presentes no II Encontro do Ecossistema de Educação Empreendedora, estão: o Ministério da Educação (MEC), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), UNICEF, Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), SENAI, SESI e SENAR, Centro Lemann, Instituto Ayrton Senna, Itaú Educação e Trabalho, Fundação Roberto Marinho, Instituto Alana, Instituto Singularidades, Associação Cidade Escola Aprendiz, Mauricio de Souza Produções, professores, formadores de opinião, além dos dirigentes do Sebrae Nacional e do Sebrae Bahia.

Palestramagna

Convidada para realizar a palestra magna de abertura do encontro, a pedagoga, mestre e doutora em Educação Guiomar Namo de Mello abordou o tema “As convergências entre a Educação Empreendedora e a BNCC (Base Nacional Curricular Comum)”. Em sua explanação, a pedagoga traçou um panorama das transformações sociais no país e no mundo ao longo dos anos e quais impactos puderam ser observados no âmbito educacional.

Ao longo de sua fala, a professora Guiomar deixou três recados para as pessoas que estavam presentes, o que, de acordo com ela, seria uma “lição de casa de capacitação e formação dos próprios líderes”.

O primeiro e maior recado diz respeito às competências envolvidas na educação empreendedora que, de acordo com ela, coincidem com as competências que fazem parte da Base Nacional Curricular Comum. Para Guiomar, a “lição de casa para o pessoal da educação empreendedora é traçar o perfil de competências que eles querem como resultado do seu trabalho”.

O segundo recado tratou da importância de cuidar do capital social. A pedagoga explicou que, quanto mais a pessoa se desenvolve e avança em uma área, mais ela vai capilarizando muitos contatos a nível pessoal, familiar ou profissional. “Isso se chama networking, se chama capital social. A nossa criança sai da escola, em geral, muito pobre do ponto de vista de capital social, além de outras questões”, apontou. Como sugestão, Guiomar indicou a importância deste ponto ser cuidado também pela educação empreendedora. “Um empreendimento bem-sucedido é aquele cujo líder tem capital social e é capaz de mobilizar, avançar uma solução ou a construção de alguma coisa”, defendeu.

O terceiro recado teve como foco as lideranças. De acordo com a professora, o líder de hoje precisa Aprender a Desaprender e a Reaprender. “Nós estamos vivendo um momento muito incerto o que exige abertura, flexibilidade e adaptabilidade e isso tem que ser formado, as pessoas não nascem sabendo e vocês podem ensinar”, aconselhou.

“Eu acho que o Sebrae está pegando o programa dele e tentando colocar nesse novo contexto sem perder, o que eu acho importante, o legado de um trabalho que foi feito, uma experiência que tem muitos pontos positivos e que deu certo em muitos lugares”, reconheceu a professora, ao comentar os 10 anos do programa de Educação Empreendedora do Sebrae.

Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE)

O Sebrae é um importante parceiro do Ministério da Educação (MEC), CONSED e UNDIME. A atuação da organização toma por base uma abordagem ao ensino que apoia educadores e estudantes no desenvolvimento de competências empreendedoras, visando a uma educação inclusiva e emancipadora. No país, em 10 anos de atuação, o Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE) já alcança 97% dos municípios, e assistiu mais de 1 milhão de educadores e fez 13,5 milhões de atendimentos a alunos.

Na Bahia, a cobertura do programa chega a 98% dos municípios, tendo assistido mais de 52 mil professores e mais de 400 mil alunos.

O Programa fomenta o desenvolvimento de competências empreendedoras, com objetivo de envolver a comunidade escolar para unir conhecimentos e adotar uma atitude empreendedora. Os focos da iniciativa são: Colaborar com a educação integral a partir de projetos de vida dos estudantes; desenvolver o protagonismo de educadores e estudantes; oferecer aperfeiçoamento e valorização de educadores e gestores escolares; e fornecer informações e conscientizar gestores públicos sobre a importância da educação empreendedora.

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