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Produtores de Indicações Geográficas debatem alternativas para aumentar a produção de cafés com origem controlada

No Espírito Santo, ocorre o 3º encontro do movimento Origem Controlada Café, fruto do projeto Digitalização das IGs e um encontro para capacitar os produtores locais sobre o tema
PorRedação
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Triplicar a quantidade de sacas de café especiais exportadas. Este é um dos objetivos do movimento Origem Controlada Café, que reúne os produtores rurais de 14 Indicações Geográficas (IGs) e cobre uma área de 411 municípios, com potencial de incluir quase 100 mil produtores do país. Deste sábado (2) até segunda-feira (4), os representantes de cada localidade estão reunidos em Venda Nova do Imigrante (ES) para avaliar estratégias de como alavancar as vendas do produto. A iniciativa é fruto do encontro dessas associações para o projeto Digitalização das IGs de Café, plataforma que está sendo desenvolvida juntamente com o apoio do Sebrae, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Instituto CNA.

“O potencial de produção de cafés especiais dos produtores instalados nessas regiões demarcadas é de cerca de 38 milhões de sacas por ano. Atualmente, o Brasil exporta cerca de 10 milhões de sacas de cafés especiais por ano. É a constatação de que a estratégia do Sebrae no apoio às Indicações Geográficas e a sua implementação junto com entidades parceiras pode impactar o mercado de cafés”, comentou a analista de Inovação do Sebrae Hulda Giesbrecht, que participa do encontro.

O diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado de Minas Gerais, Juliano Tarabal, destacou outros benefícios da parceria entre as entidades. “A grande conquista que a gente tem é esse alinhamento, essa governança das regiões do café brasileiro em prol de representar os produtores, promover o controle das indicações geográficas e a promoção das nossas regiões”, apontou.

Sobre a plataforma

A plataforma Digitalização das IGs de Café está em desenvolvimento e, em breve, vai reunir as informações sobre os sabores e as características singulares dos cafés especiais com origem controlada: procedência, aroma, cultura, terroir, qualidade, região de produção, se o produtor tem preocupações sociais e ambientais, entre outros dados.

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Conhecimento

Já em Alegre (ES), os produtores rurais das Indicações Geográficas do Espírito Santo, em particular do Caparaó, estão reunidos, nesta sexta-feira (1º) e sábado (2), no 13º Encontro de Cafeicutores do Instituto Federal do Espirito Santo (IFES) – Campus de Alegre. O evento tem o objetivo de intensificar a cooperação entre produtores, entidades e instituições em relação aos cafés especiais. “A região está investindo em discutir e ampliar o conhecimento dos produtores sobre as melhores práticas de produção, sobre as IGs, como implementar o controle da qualidade e como se integrarem na plataforma nacional Origem Controlada”, destacou Hulda Giesbrecht, que fará a palestra inicial do evento.

A região do Caparaó está localizada na divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais, área caracterizada pelo bioma da Mata Atlântica e com relevo montanhoso, que contribui para este tipo de produção de café. Sua área contempla 16 municípios, sendo dez no Espírito Santo e seis em Minas Gerais.

Indicações Geográficas

As Indicações Geográficas (IG) são ferramentas coletivas de valorização de produtos tradicionais vinculados a determinados territórios. Elas possuem duas funções principais: agregar valor ao produto e proteger a região produtora.

O sistema de Indicações Geográficas promove os produtos e sua herança histórico-cultural, que é intransferível. Essa herança abrange vários aspectos relevantes: área de produção definida, tipicidade, autenticidade com que os produtos são desenvolvidos e a disciplina quanto ao método de produção, garantindo um padrão de qualidade. Tudo isso confere uma notoriedade exclusiva aos produtores da área delimitada.

  • Café
  • IG; Indicação Geográfica;