5Gbet - inclusão – 5Gbet – 5Gbethttps://www.emedist.comAcesse conteúdos jornalísticos, nos mais variados formatos, focados na informação como aliada das micro e pequenas empresasMon, 08 Jan 2024 17:27:31 +0000pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.4.35Gbet - inclusão – 5Gbet – 5Gbethttps://www.emedist.com/cultura-empreendedora/despertando-o-poder-do-black-money-uma-campanha-do-sebrae-pela-inclusao-igualdade-e-prosperidade/Mon, 08 Jan 2024 17:27:31 +0000https://www.emedist.com/?p=19592O Brasil tem a maior população negra fora da África e a segunda em todo o planeta, perdendo apenas para a Nigéria. Segundo dados do IBGE, 56% dos brasileiros se autodeclaram negros ou pardos – são aproximadamente 114 milhões de pessoas, movimentando  cerca de R$ 1,7 trilhão na economia. É o chamado afroconsumo, que tem recebido cada vez mais atenção das grandes marcas.

Apesar desses números expressivos, as diversas estatísticas demográficas mostram que negros e negras ainda enfrentam uma situação de profunda desigualdade. Eles concentram as maiores taxas de desempregados (67% das pessoas sem emprego no país são pretas ou pardas), têm índices de escolaridade mais baixos e ainda recebem as menores remunerações.

Para mudar essa realidade, o movimento negro vem desenvolvendo no Brasil, já há algumas décadas, o conceito do Black Money, a partir da experiência surgida nos Estados Unidos no início do século XX. A ideia é fortalecer e acelerar um movimento para que cada vez mais dinheiro e produtos circulem nas mãos de pessoas pretas, criando uma ampla cadeia produtiva onde negros e negras sejam donos de suas próprias empresas e estejam cada vez mais integrados à economia.

Nesse contexto, o Sebrae lançou a campanha “O Negócio tá Preto”, em que pretendemos destacar a importância do Black Money e do afroempreendedorismo como plataformas de emancipação e transformação social. Valorizar esse movimento significa apoiar comunidades historicamente marginalizadas e contribuir diretamente para a redução da pobreza no Brasil.

As pessoas negras que empreendem atuam em diversos setores da economia, mas têm presença especialmente marcante nas áreas de moda, beleza, gastronomia e economia criativa. Essa diversificação reflete não apenas a capacidade empreendedora, mas também a criatividade e inovação trazidas por esses empresários. Ao fortalecer esses setores, geramos milhões de novos empregos, mas também incentivamos a expressão cultural e a valorização da identidade e da ancestralidade negra.

A ampliação do poder econômico nas mãos de empreendedores negros não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma estratégia eficaz para acelerar a redução das desigualdades. Ao facilitar o acesso da população negra aos bens de consumo, contribuímos para a criação de uma sociedade mais equitativa. Além disso, ao apoiar a abertura de novas empresas e a geração de empregos, especialmente em favelas e comunidades periféricas, promovemos a inclusão econômica e estimulamos o desenvolvimento local.

Apoiando o Black Money, estamos, na prática, combatendo o racismo estrutural que permeia nossa sociedade. Esse é um ato concreto de resistência e transformação, pois desafia as barreiras históricas que limitaram o acesso e o progresso da população negra. Ao investir em empreendimentos liderados por pessoas pretas, estamos construindo um futuro mais justo e igualitário.

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5Gbet - inclusão – 5Gbet – 5Gbethttps://www.emedist.com/inovacao-e-tecnologia/terceiro-episodio-do-podcast-a-jornada-traz-o-debate-sobre-startups-de-impacto-no-brasil/Tue, 05 Dec 2023 19:03:18 +0000https://www.emedist.com/?p=18943Empreendedorismo de pessoas pretas, startups de impacto, diversidade e inclusão. Esses foram os assuntos de destaque do terceiro episódio do podcast A Jornada, uma iniciativa do Sebrae Startups, apresentado por Yuri Gitahy, fundador da Lean VC. Nesse episódio, Karine Oliveira, fundadora da Wakanda Educação, edtech voltada à potencialização de negócios a partir da simplificação da linguagem tradicional do empreendorismo, e Adriane Coimbra, coordenadora de Programas da Aceleradora Darwin Startups, comentam sobre esse tema a partir de suas próprias vivências.

Disponível nas principais plataformas de áudio e no YouTube, as entrevistadas explicam quais são os desafios para desenvolver o empreendedor na periferia. Um dos principais, segundo Karine, é mostrar para essas pessoas que é possível escalar uma boa ideia e fazer disso um grande negócio.

Na periferia, devido ao pouco acesso aos recursos públicos, as pessoas precisam se virar e isso ajuda a aumentar a criatividade. O problema então é ensinar para as pessoas pretas que elas podem patentear suas ideias, vendê-las para a população em geral e ir além da comunidade.

Karine Oliveira, fundadora da Wakanda Educação

Também foi um consenso entre as entrevistadas que o impacto ambiental é relevante, mas que a equidade social tem maior prioridade no contexto brasileiro. Karine, ao falar sobre a realidade das minorias e a identificação desses grupos com as atividades empreendedoras, afirma que “não adianta trazer as pessoas e elas não se verem em lugar nenhum. É preciso falar sobre o empreendedorismo em outra ótica”.

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Quando perguntada sobre como as grandes empresas podem estimular o empreendedorismo na periferia, Adriane fala que o ponto de partida é o própriogap de talentos na área da tecnologia. “As mesmas empresas sempre disputam os mesmos talentos. Nesse sentido, faz parte do papel dessas corporações desenvolver e formar novos talentos na área, começando pelas pessoas pretas e mulheres.”

Karine concorda e reforça que trazer pessoas pretas para as empresas é estar preparado para lidar com a realidade que vem junto com elas. Ela aponta que o mais importante não é entender, e sim “abrir portas e aprender a criar estratégias para lidar com essa realidade”.

Esses e outros debates sobre como romper a bolha e tornar acessível o empreendedorismo para pessoas pretas você escuta no terceiro episódio do podcast A Jornada , que  está disponível nas plataformas Spotify,Apple Podcasts,Amazon Music,Deezer e na playlist do Sebrae Startups no Youtube.

Sobre

A Jornada é um podcast do Sebrae Startups, plataforma que agrega todas as iniciativas do Sebrae no Brasil para startups, apresentado por Yuri Gitahy. Cada episódio conversa com empreendedores que trilharam caminhos difíceis quanto qualquer startupeiro. Com isso, o podcast busca apoiar e acompanhar founders de startups do MVP à escala com dicas e temas importantes.

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5Gbet - inclusão – 5Gbet – 5Gbethttps://www.emedist.com/cultura-empreendedora/sebrae-mt-destaca-o-protagonismo-feminino-em-projeto-de-etnoturismo-na-cop-28/Mon, 04 Dec 2023 22:29:45 +0000https://www.emedist.com/?p=18931A presença do Sebrae/MT na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-28) foi marcada por uma apresentação impactante do projeto “Etno e Ecoturismo Haliti-Parecis”, em um contexto que ressaltou a temática da igualdade de gênero. A conferência, considerada a maior sobre o clima no mundo, está sendo realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, até o dia 12 de dezembro.

Projeto criado pelo Sebrae/MT em parceria com a Prefeitura, o “Etno e Eco Turismo Haliti-Parecis”, originado em Campo Novo do Parecis (interior mato-grossense), é um dos destaques da COP-28, oferecendo alternativas e oportunidades notáveis na área de turismo sustentável.

Durante o painel “Empoderando Povos Indígenas: uma jornada através da igualdade de gênero e turismo sustentável”, no Espaço Igualdade, o diretor-técnico do Sebrae/MT, André Schelini, não apenas apresentou as oportunidades de avanços no desenvolvimento sustentável por meio do turismo étnico-cultural, mas também ressaltou uma contribuição significativa das mulheres nesse processo.

“As mulheres desempenham um papel vital no projeto de Etnoturismo, representando um índice significativo nas atividades desse setor. Composta por 32% das frentes de trabalho no atendimento ao turista e responsável por 62% da produção associada, que inclui fabricação e artesanato, elas são o pilar essencial na preservação da cultura e na manutenção do núcleo familiar”, destacou o diretor.

O material foi apresentado junto do programa “Ser Família”, do Governo do Estado de Mato Grosso, representado pela primeira-dama Virginia Mendes. Além dos projetos focados na comunidade indígena, a presença de aproximadamente 10 representantes dos povos originários no evento foi destacada como um marco significativo na COP-28, ressaltou o presidente do Sebrae, Décio Lima, enfatizando a relevância da representatividade dessas comunidades no contexto da conferência.

Ter a representatividade na COP 28 dos povos originários é chamar atenção para o tema da sustentabilidade. Não se faz sustentabilidade sem incluí-los. E o Sebrae em Mato Grosso está atuando de forma exemplar com ações que já estão trazendo resultados a esses povos, com o retorno da produtividade e sua inclusão na cadeia do turismo.

Décio Lima, presidente do Sebrae.

Mais de 1.200 famílias da comunidade indígena Haliti-Paresi são beneficiadas com o projeto que abrange oito aldeiais: Wazare, Salto da Mulher, Salto Belo, Utiariti, Quatro Cachoeiras, Ponte da Pedra, Rio Sacre e Chapada Azul, todas em uma região cortada por inúmeros leitos d’água e cachoeiras de tirar o fôlego.

De acordo com Schelini, o projeto é um exemplo de sustentabilidade para todos que buscam integrar o desenvolvimento à cultura regional. “O Sebrae vem fazendo a diferença na sustentabilidade, pois seguimos as diretrizes para o turismo sustentável”, destacou.

O Centro Sebrae de Sustentabilidade criou o Manual de diretrizes de “Normatização e Certificação de Turismo Sustentável”, que pode ser referência para o país.

Troca e oportunidades

O Sebrae Mato Grosso tem imergido nas ações da COP-28 que traz em seu lema a “união, ação e entrega” e tem promovido troca e oportunidades entre os presentes. No estande da parceira Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Sebrae/MT destacou, no primeiro dia, os projetos emblemáticos como o de Etno e ecoturismo, Pró-Pantanal e o Centro Sebrae de Sustentabilidade, os quais representam um compromisso estratégico na construção de um turismo consciente e na preservação de ecossistemas necessários.

Em uma rodada de bate-papo, no segundo dia, foi a vez de apresentar o projeto de consultoria ESG – Selo Tesouro Verde, que traz a possibilidade para o empresário adotar práticas de sustentabilidade e aderir aos quesitos ambiental, social e governança com a neutralização dos gases emitidos na atmosfera, por meio de um ativo ambiental de créditos de floresta, para a conservação de florestas nativas. Participaram da rodada a BMV (Brasil Mata Viva), Prefeitura de Maricá/RJ e Codemar.

No Hub Futuro da Mobilidade, o espaço do Sebrae promoveu um coquetel para reunir investidores, empresas e órgãos internacionais, proporcionando um momento denetworking e troca de ideias, com oportunidade inovadora para estabelecer conexões e apresentar as iniciativas do Sebrae.

Nesta terça-feira (5), o diretor técnico do Sebrae/MT participará de um painel juntamente com o Banco da Amazônia e Brasil Mata Viva sobre o uso do microcrédito como indutor da agenda de baixo carbono e a experiência do Sebrae/MT.

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5Gbet - inclusão – 5Gbet – 5Gbethttps://www.emedist.com/cultura-empreendedora/inclusao-para-todos-empreendedor-surdo-cria-franquia-de-gelatos-e-fatura-r-16-milhao-por-ano/Mon, 04 Dec 2023 12:38:27 +0000https://www.emedist.com/?p=18898Inconformado pela falta de oportunidade de crescimento profissional e pelo preconceito no mercado de trabalho devido à condição de surdo, Breno Oliveira decidiu empreender. O plano inicial, de abrir um bike food de açaí e paletas, transformou-se em uma gelateria artesanal em Aracaju (SE). Sete anos mais tarde, a aposta de Breno em criar um negócio saboroso, inclusivo e acessível mostra-se mais do que lucrativa. A Il Sordo (O Surdo, em italiano) possui duas lojas próprias, duas lojas franqueadas e fatura R$ 1,6 milhão por ano. O reconhecimento vai além: a empresa foi indicada ao Prêmio Veja, participou do Shark Tank e é certificada por sua excelência pela TripAdvisor, com nota máxima.

“Não aceitei ser como outras pessoas com deficiência auditiva que trabalham anos sem serem promovidos. Fui minimizado em entrevistas de emprego, muitos recrutadores não acreditavam na minha capacidade, não aceitavam a surdez”, lembra o empresário, que até então atuava como instrutor de Libras. Com o apoio da família e orientado pelo Sebrae, Oliveira mergulhou no universo do empreendedorismo e se matriculou em um curso de produção de sorvete italiano numa escola em São Paulo. Ele se apaixonou de imediato e, após estudos de custo e investimento, conseguiu abrir o negócio em Aracaju.

Desde seu primeiro gelato, a marca registrada da Il Sordo foi o ambiente inclusivo com atendimento feito por surdos, experiência da cultura desse grupo e produtos acessíveis a todos os tipos de pessoas. Cardápios adaptados e placas informativas dos produtos com alto contraste para pessoas com baixa visão facilitam os pedidos e a identificação dos sabores. No televisor, vídeos ensinam sinais básicos de libras para pedir amostra de sorvete ou agradecer o serviço, por exemplo.

“Quem vem pela primeira vez não sabe bem como interagir. É o mesmo impacto que sentimos lá fora, mas aqui abrimos as portas para a diversidade. Os clientes são acolhidos, perdem a insegurança e passam a se comunicar melhor com os surdos”, afirma Oliveira, orgulhoso. As dependências da Il Sordo também atendem outros requisitos, como rampa de acesso e adaptações para cadeirantes.

Acessibilidade também no cardápio

A Il Sordo comercializa produtos para pessoas com intolerância a glúten, lactose ou açúcar, e para veganos. Todos os públicos são bem-vindos: as crianças podem desenhar na loja, que também é pet friendly e bike friendly. “Aderimos a todo tipo de recurso que facilite a interação e a comunicação na loja, facilitando a acessibilidade e reconhecendo a diversidade. A acessibilidade não é, na nossa visão, algo para pessoas com deficiências. Eh uma preocupação permanente de cuidado com todos, todos precisam de um ambiente e produtos acessíveis”.

A empresa apostou na inclusão e hoje colhe os frutos. Além da matriz, a Il Sordo tem dois outros pontos de venda na capital sergipana e duas lojas franqueadas em Salvador, que são lideradas também por um empresário com deficiência auditiva. Juntas, as unidades empregam 15 surdos nas funções de atendimento, supervisão e produção do gelato, mantendo sempre a proporção de 80% do quadro com PCD. “Entre nós não há barreiras. Os clientes entram no nosso mundo. Somos referência no Brasil em acessibilidade e, assim, mostramos do que o surdo é capaz”.

Crescimento turbinado

Surfando a onda da expansão, a Il Sordo chegou a faturar R$ 1 milhão ao longo de 2019. Já na pandemia de Covid-19, a queda abrupta da receita foi atenuada basicamente pelas entregas em domicílio. Foi quando Breno se viu obrigado a tomar uma medida drástica e fechar três lojas. Em 2021, o faturamento voltou a subir e a empresa fechou o ano com receita de R$ 900 mil. 2022 seguiu a curva de crescimento, faturando o total de R$ 1,6 milhão. “Sou grato até pelos problemas porque eles me motivaram a inovar, diversificar produtos, aprimorar o atendimento e me tornar mais forte”, afirma Breno.

O empreendedor faz questão de reconhecer o apoio incondicional dos pais, da esposa, de sua equipe e de toda a comunidade surda. Destaque também para o papel do Sebrae, que ofereceu a Breno a oportunidade de se preparar com os cursos Canvas Business e Empretec e de participar da Feira do Empreendedor. “O Sebrae me deu suporte desde o dia em que comecei a estudar como abrir uma empresa. Ali aprendi a fazer o plano do negócio e toda a gestão. Graças ao direcionamento do Canvas Business, mudei a marca de Breno’s para Il Sordo, adequando o nome ao conceito do negócio”, afirma.

Inclusão que multiplica

A trajetória da Il Sordo traz à tona a realidade do preconceito enfrentado anos antes por Breno. Ele passou a ser procurado por dezenas de pessoas com deficiência auditiva em busca do primeiro emprego. “As mensagens não paravam de chegar. Eles vinham atrás de trabalho angustiados, desestimulados, sem condições financeiras. Aos poucos fomos treinando e contratando novas pessoas. A maioria nunca tinha sido aceito em emprego formal”, conta Breno.

O empreendedor descreve sua luta para tornar visíveis as pessoas com deficiência auditiva, assim como sua satisfação em preparar a sociedade para se relacionar com essas diferenças. “Empreender é ter entusiasmo e um propósito claro para transformar os problemas em soluções e impactar positivamente a sociedade, é uma aspiração nobre”. Sobre o futuro, o empresário adianta que a 5ª loja da Il Sordo será inaugurada em Aracaju ainda este ano, com previsão de expansão de franquias em outros estados.

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5Gbet - inclusão – 5Gbet – 5Gbethttps://www.emedist.com/cultura-empreendedora/iasmine-fernandes-investiu-r-3-mil-para-abrir-seu-negocio-e-hoje-fatura-esse-valor-por-dia/Fri, 01 Dec 2023 21:09:12 +0000https://www.emedist.com/?p=18839Empreendedora, vendedora, influenciadora, modelista, visionária. Iasmine Fernandes pode ser descrita de todas essas maneiras. Aos 33 anos, ela coleciona mais de 120 mil seguidores nas redes sociais, lidera a Casa de Preta e Preta Básica e é embaixadora de marcas nacionais e internacionais. O destaque no mercado veio com a multiplicação do investimento inicial de cerca de R$ 3.000 no faturamento de R$ 500 mil em dois anos. A jovem, que cresceu na periferia de Salvador (BA), também se dedica a ensinar donos de negócios a criarem uma conexão estratégica com o cliente e venderem mais.

A jornada da baiana começou aos 12 anos, quando produzia bijuterias de miçangas e brincos de botão para vender na escola e na rua em que morava, na periferia de Salvador (BA). A paixão por acessórios e tecidos vem desde criança, quando brincava de trocar as roupas das bonecas. “Sempre quis cursar Moda, mas não tinha coragem porque diziam que não dava dinheiro”, relembra. Até o negócio engrenar, Iasmine apostou em outras frentes. Trabalhou por muitos anos como lojista, quando aperfeiçoou as habilidades de relacionamento com o público.

Na faculdade, sua vocação empreendedora a levou a customizar jeans. Mas foi durante o estágio que ela percebeu que um salário mínimo, à época, não iria custear seus sonhos, incluindo o casamento. Ela foi em busca de nova fonte de renda ao lado do namorado, hoje seu esposo, que a apoiou em um terceiro negócio. Aos 24 anos, Iasmine deixou a periferia para fundar a Casa da Preta, na região metropolitana de Salvador.

Começou investindo R$ 2.700 em mercadorias de duas marcas locais, além de marcas de Fortaleza e São Paulo. Hoje, esse é o valor mínimo de suas vendas diárias.

A loja surgiu da necessidade de curar a dor de quem tinha dinheiro para consumir, mas por ser preta, era perseguida e mal atendida nas lojas.
Iasmine Fernandes lidera a Casa de Preta e Preta Básica.

Segundo Iasmine, a intenção era fazer as clientes se sentirem, literalmente, em casa. Elas eram convidadas a retirar os sapatos e recebiam pedaços de bolo, água e outros mimos. “Criei um lugar onde a pessoa pudesse se desacelerar para consumir”, completa.

Na visão de Iasmine, a potência do seu negócio sempre foi dar acesso ao público e impulsionar sua autoestima: “Não foi a estratégia de venda, mas sim a estratégia de atendimento que converteu o negócio. O tratamento personalizado impulsionava novos clientes”. Como a loja era localizada em um bairro pouco conhecido na capital baiana, Iasmine encontrou – nas redes sociais – a oportunidade para alavancar as vendas. Com isso, foi crescendo e criando nome, movimentando seu negócio e os negócios vizinhos.

“As pessoas acreditavam muito no que eu indicava, produtos que não se limitavam à minha loja, mas valorizavam os segmentos que ficavam ao redor do nosso espaço”, conta. Quatro anos se passaram e, nesse período, Iasmine ganhou notoriedade pelos conteúdos relacionados aos cabelos cacheados, entre outros. Recebeu convites para fazer eventos nos shoppings da cidade. O primeiro grande contrato veio em 2019. Desde então, já foi embaixadora de grandes marcas como Seda, Spotify e Natura.

Nessa trilha de sucesso, Iasmine realizou mais um sonho: a criação de sua marca de roupa feminina, a Preta Básica. Hoje as vendas da produção própria na Casa da Preta correspondem a 40% do total, entre outras multimarcas. As peças mais vendidas, que já vestem clientes nos Estados Unidos, Espanha e Alemanha, são vestidos e sobreposições. Em novembro de 2022, Iasmine decidiu fechar o ponto físico e focar nas vendas digitais. “Meu custo diminuiu e o lucro aumentou”, explica, ao mencionar uma das decisões mais assertivas da sua carreira. Carreira essa que não se limita às vendas.

Escola da Coragem

A coragem de Iasmine para empreender foi despertada numa feira do Sebrae, quando a adolescente ainda produzia pulseiras de miçanga. Dali em diante, uma consultora do Sebrae passou a acompanhar o passo a passo da loja, principalmente no que diz respeito ao planejamento financeiro, um dos desafios da jovem. Mais de uma década se passou e a parceria com o Sebrae prece. Em 2022, com o apoio do Sebrae Bahia, Iasmine ministrou a primeira turma de Workshop para Influenciadoras, com temas como publis, acesso às marcas, emissão de nota fiscal, contratos e vendas por links.

Ao longo dos anos, de forma espontânea, Iasmine começou a dar dicas para interessados em abrir um negócio. Com a intenção de influenciar quem quer empreender, Iasmine fundou, em 2020, a Escola de Coragem. “É um meio de ensinar ao outro. Nada é mais importante do que crescer e incentivar outras pessoas”, revela. Quando fez o anúncio nas redes, ela estava insegura de não alcançar 10 alunos. Mas se surpreendeu quando as inscrições quadruplicaram. De lá para cá, já ensinou mais de 200 pessoas e a meta é ter 1.000 formandos até junho de 2023. O conteúdo é voltado para conversão e vendas, posicionamento para influenciar pessoas, mentalidade e autoconhecimento.

Questionada sobre o futuro dos negócios, Iasmine responde com determinação. “Vamos abrir o atacado Casa da Preta, produzir peças da Preta Básica para dar oportunidade para outras pessoas revenderem em escala”, conta. Internacionalizar a marca também está nos planos, junto com a ideia de expandir a agenda de palestras, incluindo a participação na Feira de Empreendedorismo do Sebrae, em 2024.

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5Gbet - inclusão – 5Gbet – 5Gbethttps://www.emedist.com/cultura-empreendedora/celebrando-a-diversidade-casamimobar-se-consolida-como-espaco-democratico-de-cultura-e-entretenimento/Thu, 30 Nov 2023 17:00:41 +0000https://www.emedist.com/?p=18796“Por que a gente não faz um bar em um container, itinerante, pela cidade?”, foi a pergunta que intrigou Ana Júlia, recém-formada em Comunicação Social e fotógrafa de festas. A partir dessa proposta feita por um amigo, que virou sócio, nasceu o MimoBar. A ideia implementada em 2017 rodou diversos pontos de Brasília com algumas temporadas de ocupação dos containers de bar, comida, galeria, música, cinema e se consagrou como ponto de diversidade, amor e expressão LGBTQIA+ no quadrado. A jovem que estava buscando um emprego e cheia de energia e disposição para coisas novas acreditou na inspiração que seu sócio trouxe da Alemanha, de bares itinerantes e descolados.

Segundo Ana Júlia, a ideia vingou e o projeto decolou. Deu tão certo que, depois da pausa imposta pela pandemia, o MimoBar se fixou em um endereço como “casa” depois da andança pela cidade. Hoje, com seus sócios Sandro Biondo e Lucas Tobias, a proposta se consolidou como um modelo inédito de negócio no Brasil, em que a bandeira da diversidade é o lema da casa.

Empreender é um desafio, e além de trabalho é um processo de autoconhecimento e descobertas incríveis.

Ana Júlia, sócio do MimoBar.

Ana Júlia conta que nascido no berço da festa Mimosa, o Mimo foi uma oportunidade ao identificar a possibilidade de criar seu próprio bar e perceber como o bar, por si só, pode se tornar um grande atrativo por reunir uma diversidade de entretenimento em um único espaço.

“A ideia inovadora de abrir em temporadas (fechando durante alguns meses de chuva para mudanças e reestruturação em um novo local), mudar fisicamente a estrutura do lugar e a paisagem ao redor, construindo uma nova experiência estética, gastronômica, musical etc. a cada novo espaço que ocupou, cativou muito os clientes que permanecem fiéis até hoje”, relata.

O empreendimento era um estabelecimento móvel, sem endereço fixo, e a mistura de bar com comércio e atrativos diversos ganhou periodicidade como evento, com música, cinema a programação democrática. “Paramos durante a pandemia, pois nosso alvará era eventual e os eventos estavam suspensos, sendo depois retomados. Aí veio a ideia de procurar um lugar fixo para o Mimo, mas mantendo a proposta inicial que conquistou nosso público.”

Diante de um cenário crítico, Ana conta que os sócios abriram a Casa MimoBar na 205 Norte, uma quadra icônica de Brasília, que chama atenção com suas passarelas subterrâneas e os arcos geométricos marcados. “Aterrissamos com o nosso projeto em um modelo arquitetônico único de Brasília que se diferencia de todos os comércios locais da cidade e tinha tudo a ver com o Mimo, que também é “diferentão”. Eis que surge uma nova etapa, com a CasaMimoBar”, reforça.

Desde 2021, Ana afirma que eles atendem seu público com drinks clássicos e autorais, comidinhas, programação musical, galerias de arte, instalações cenográficas, além de eventos pontuais e temáticos para datas comemorativas, como o Dia do Orgulho e da Visibilidade LGBTQIA+, Visibilidade Lésbica, Trans, Consciência Negra, Dia das Mulheres, Dia das Crianças, Carnaval, entre outros.

Hoje, a jovem empreendedora conta com um público fiel e diverso na categoria jovem-adulto na faixa etária entre 28-38. Ela considera que o CasaMimoBar se consolidou como um espaço que celebra a diversidade em todos os níveis e tem como princípio de que “todes” sejam bem-vindos e bem atendidos ao chegar ao estabelecimento. “Trabalhamos com diversos parceiros culturais como festas e produtores da cidade, além de parceiros comerciais, desde marcas nacionais até fornecedores de insumos locais”, conta.

Com um faturamento de R$ 2,6 milhões por ano, ou R$ 220 mil mensais, Ana Júlia destaca que algumas ferramentas e metodologias são aplicáveis de forma geral no empreendedorismo, mas o diferencial está no detalhe de cada negócio. Com o apoio do SEBRAE em diversas mentorias, como a transição de MEI para ME, cursos gratuitos e pagos, ela reconhece que apesar das dificuldades e obstáculos, acreditar na própria ideia e aprimorar é o principal guia. “Ser valorizado nos impulsiona a seguir fazendo e movimentando os aprendizados adquiridos, porque eles fizeram de mim quem eu sou hoje, as experiências adquiridas no caminho”, acredita Ana.

Atuando como sócia administrativa e à frente da responsabilidade fiscal, financeira, administrativa e operacional, Ana Júlia atualmente se considera em um momento estável na empresa e pensa em investir mais na parte de projetos culturais e artísticos. “Dentro da parte comercial da empresa, estou pensando em expandir a área de bar para alimentação/restaurante”, almeja.

Respeito e valorização da diversidade

Em um lugar em que se trabalha com a arte e o entretenimento, Ana Júlia afirma que sua atuação vai além, entregando alegria e momentos importantes na vida das pessoas que passam por lá. Seu processo de empreender revela que os verdadeiros frutos do trabalho e esforço são os momentos de qualidade e diferença na vida dos frequentadores. “O público vem agradecer porque amou o aniversário que passou por lá, porque tocou uma música que é marcante na vida, que conheceu alguém especial… Tudo isso é muito bonito e alimenta a alma.”

Ao enfatizar a importância de respeitar as inúmeras diferenças, a empresária assegura que no CasaMimoBar todos são bem-vindos. Criado sob o selo Mimosa, uma festa alternativa com 11 anos de história, focada na música brasileira e com um viés artístico e cenográfico que sempre atraiu amplamente o público LGBTQIA+, ela relata que o público abraçou o projeto do bar e permanece fiel até hoje.

“Algumas escolhas de contratação, por exemplo, atraem o público e fazem com que os clientes se sintam confortáveis e representados: damos preferência na contratação não apenas para pessoas LGBTQIA+, mas também para mulheres e negros, porque sei que são profissionais incríveis e sofrem discriminação no processo seletivo por serem quem são.”

Para Ana, o posicionamento contra o preconceito abertamente no espaço físico do bar e nas redes sociais também atrai o público, ao mesmo tempo que afasta aqueles que não sabem respeitar e conviver com a diferença. “Acredito com muita esperança em um mundo melhor, porque estou vendo-o diariamente, mas nada se cria sozinho, nada é dado; é com luta, resistência e enfrentamento que reivindicamos espaço, voz e a própria existência e o direito à vida”, arremata.

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Para isso, o ACT inclui ações como a sistematização de dados do Plano Juventude Negra Viva (PJNV), iniciativa do MIR voltada para à redução da violência letal e das vulnerabilidades sociais que atingem a juventude negra. Além disso, inclui o intercâmbio de bolsistas e docentes negros brasileiros para conhecer ações educacionais de empreendedorismo em Moçambique, por meio da iniciativa “Caminhos Amefricanos: programa de intercâmbio Sul-Sul”.

Dessa forma, a parceria permite que o Sebrae proponha medidas e estratégias, em colaboração com o MIR, a partir de dados e análises em prol da promoção dos pequenos negócios comandos por negros. Por outro lado, com o intercâmbio, a expectativa é ampliar as experiências formativas e o desenvolvimento de pesquisas sobre empreendedorismo, a partir da identidade negra.

Durante a cerimônia de celebração do acordo, o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, destacou a retomada das relações do Brasil com os países africanos. Segundo ele, o Sebrae tem muito a contribuir para o sucesso das ações do Ministério da Igualdade Racial.

Queremos atender a nossa juventude para manter uma relação com um país irmão que é Moçambique e o Sebrae abraça essa causa com muita ternura.
Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional.

A ministra Anielle Franco, por sua vez, reforçou a importância da união de forças e da construção coletiva nos projetos do MIR.

A ministra Anielle Franco e o presidente Décio Lima na sede do Sebrae Nacional, em Brasília. Foto: Erivelton Viana.

Estamos pensando muito na nossa juventude, na educação e na empregabilidade e não poderíamos contar com um parceiro melhor do que o Sebrae para dar mais um passo em direção de avanços necessários.

Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

Levantamento feito pelo Sebrae com base em dados da PNAD do terceiro trimestre de 2023, aponta que os empreendedores negros correspondem a 52% dos donos de negócios no país. O estudo mostra também, que apesar de serem maioria no universo empreendedor brasileiro, os empresários negros têm rendimento médio 32% inferior ao dos brancos, sendo ainda menor a média entre mulheres negras. Além disso, a taxa de desocupação também é maior entre pessoas negras, especialmente jovens.

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5Gbet - inclusão – 5Gbet – 5Gbethttps://www.emedist.com/dados/preconceito-mais-de-40-das-empreendedoras-ja-sofreram-ou-conhecem-mulheres-vitimas-de-discriminacao/Mon, 20 Nov 2023 12:04:06 +0000https://www.emedist.com/?p=18524O preconceito ainda é um dos principais fatores que limitam o crescimento das mulheres no mundo do empreendedorismo. De acordo com pesquisa do Sebrae, 42% das empreendedoras brasileiras já presenciaram situações de preconceito contra outra mulher dona de negócio e 25% já sofrerem na própria pele atitudes discriminatórias.

A região que registrou a maior proporção de mulheres donas de negócio que identificaram atitudes preconceituosas foi a região Sul (47%), seguida por Nordeste e Centro-Oeste (42), Norte (41%) e Sudeste (39%). O estado do Amapá teve a maior número de citações (56%), com Paraná (53%) e Rio Grande do Norte (51%), na sequência.

A diretora de Administração e Finanças do Sebrae, Margarete Coelho, lembra que toda forma de preconceito contra mulheres deve ser enfrentada com educação e políticas públicas.

A proporção de empreendedoras à frente de um negócio no Brasil ainda está distante do peso e da participação delas na própria sociedade brasileira. Enquanto as mulheres representam 52% da população em idade ativa, no universo do empreendedorismo elas estão à frente de 34% do total de empresas.

Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae.

Sebrae Delas

É um programa do Sebrae que incentiva, valoriza e acelera a jornada de mulheres que empreendem ou querem empreender. É uma forma de orientar, inspirar as empreendedoras a vender mais, aumentar seus lucros, conquistar novos clientes e fechar novos contratos. Nos últimos cinco anos, o Sebrae já atendeu mais de 14,2 milhões de empreendedoras.

Saiba mais aqui.

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5Gbet - inclusão – 5Gbet – 5Gbethttps://www.emedist.com/cultura-empreendedora/inovacao-persistencia-e-paixao-pelo-trabalho-mulheres-comandam-mais-de-200-mil-pequenos-negocios-no-es/Fri, 17 Nov 2023 17:00:41 +0000https://www.emedist.com/?p=18473Aos 36 anos, a empresária Ana Paula Braun é movida por uma grande paixão: ser a dona do próprio negócio. O que começou com duas salas comerciais, transformou-se, em oito anos, em uma rede de clínicas de estética na Grande Vitória, uma franquia em expansão e uma linha de produtos nutricosméticos.

Mas, assim como acontece com muitas mulheres que decidem empreender, o caminho até o sucesso foi marcado por muitos percalços. Ana Paula já tinha experimentado a falência de dois negócios consecutivos e ainda terminava o curso de Nutrição quando resolveu arriscar de novo e criar a Clínica Execelência.

“Em 2015, eu recebi a proposta de uma amiga, que estava de mudança, de alugar o consultório dela. Foi um tiro no escuro, vi ali um grande desafio, mas enfrentei meu medo e ressignifiquei aquela situação como uma grande chance”, recorda.

Um levantamento realizado pelo Sebrae/ES revela que Ana Paula integra o segmento com a maior concentração de empreendedoras no estado: o de serviços. Desse grupo, mais de 106 mil mulheres lideram empresas no estado e cerca de 8 mil delas atuam na área de tratamentos de beleza.

Para ganhar espaço nesse mercado concorrido, a capixaba percebeu que precisaria investir em duas frentes: treinamento e produção dos insumos usados nos tratamentos. “Desenvolvi um método para padronizar todos os atendimentos e criamos a nossa própria linha de produtos, garantindo toda a qualidade, tecnologia e inovação por um preço melhor”, explica.

Ana Paula é proprietária da Clínica Execelência

Representatividade em todas as formas

No Espírito Santo, mais de 200 mil mulheres estão à frente de empreendimentos e cerca de 80% delas são microempreendedoras individuais (MEI). É a realidade, por exemplo, de Bárbara Bastos, 44 anos, que mora em Vila Velha. Dona de uma loja on-line especializada em moda afro desde 2018, ela precisa se virar para dar conta de tudo.

“Trabalhar em ‘EUquipe’ é domar um touro todos os dias. Preciso acompanhar a produção das peças, cuidar das redes sociais, atender clientes, fazer pesquisas e encontrar inspiração para novas peças… Então, paro, respiro, olho para mim e me pergunto: vou desistir? A resposta é: nunca”, reflete Bárbara, que também se desdobra, com a ajuda do marido, para cuidar da casa, do filho de 9 anos e dos pais idosos.

Bárbara: moda com cores e ancestralidade.

Mais do que garantir uma renda, o empreendedorismo surgiu na vida de Bárbara a partir de uma demanda pessoal por representatividade. Após o nascimento do filho, ela passou a ter mais dificuldade em encontrar peças bonitas e coloridas para o seu corpo.

No pós parto, eu cheguei a pesar 115 kg. E quando saía para comprar roupas, as peças eram sem corte, sem graça. Além disso, em muitas lojas que eu visitava, as pessoas ficavam me olhando, me vigiando. Por isso criei a Barbarizy, com roupas de cores vibrantes, que carregam um pouco de alegria e ancestralidade com a modelagem plus”.

Bárbara faz parte de outra estatística de representatividade no Espírito Santo: 55% das empreendedoras são negras. E, mesmo com a rotina puxada, ela não esconde o orgulho de trabalhar em algo que faz a diferença para outras mulheres.

“Eu faço atendimento via vídeo, mostro as medidas, as cores sem filtro, faço com que a cliente se conecte mais à peça”, conta a comerciante, que a cada dois meses viaja até o Rio de Janeiro para participar de feiras de exposição.

O foco é vender para os cariocas, turistas de outros estados e países, e levá-los a conhecer a marca. É cansativo? Sim. Mas sem planejamento, não tem crescimento.

Bárbara Bastos, dona da Barbarizy, loja on-line de moda afro.

Suely Lima: empreendedorismo e inclusão

Empreendendo pelo direito de ocupar espaços

A falta de representatividade no mercado também foi um motivador para Suely Lima, 36 anos, moradora de Cariacica e proprietária do Arteliciasdasu. Ao frequentar feiras de artesanato e agricultura familiar, a empreendedora, que é cadeirante e tem uma doença rara, não encontrava outras mulheres que vivenciam a mesma realidade.

“A cada feira que eu participava como visitante, chamava mais a minha atenção a ausência de pessoas com deficiências. E antes mesmo de criar a minha loja on-line, eu sempre desenvolvi produtos de artesanato, como crochê. Em 2020, participei da minha primeira feira como expositora e esse foi o pontapé”, recorda.

Para Suely, seu maior desafio como empreendedora é o mesmo que enfrenta em outros momentos da vida: superar os questionamentos de quem duvida da sua capacidade. Além disso, muitas feiras de artesanato ainda são realizadas em espaços que não oferecem acessibilidade.

“Eu busco, por meio do diálogo, informar sobre adequações e atendimentos específicos nos espaços, que precisam ser acessíveis para possibilitar minha presença e permanência. Essa é a forma mais sutil de ensinar e provocar, no outro, que tenha um olhar mais humano, mais respeitoso com a diversidade”, avalia.

Apesar das dificuldades, Suely enxerga no empreendedorismo um meio para estimular, empoderar e resgatar a autoestima das pessoas com deficiência. “Com o meu negócio, tenho a oportunidade de conquistar uma renda, enxergar possibilidades de inovação, acessar espaços diversos com meus produtos.”

Sonhos não envelhecem

Quem conhece Venda Nova do Imigrante ou teve a oportunidade de curtir alguns dias de lazer na cidade, certamente teve contato com algum empreendimento do grupo Família Venturim. O que começou com um pequeno posto de combustíveis à beira da estrada, em 1991, foi se transformando em uma rede variada de serviços. Um dos principais nomes à frente desses empreendimentos é o de Ana Venturim Porto, de 60 anos. “Mulheres administrando postos de estrada eram raras, mas o tamanho do sonho era grande”, reflete Ana.

Ana Venturim: legado de família virou negócios de sucesso

Buscando diferenciais para um negócio comum, foi a tradição italiana que levou a família a criar um produto inovador e que ganhou destaque nacional: as massas saborizadas. De lá para cá, vieram o hotel, o restaurante, a produção de biscoitos e outros produtos. “Termos criado empreendimentos complementares no mesmo local favoreceu muito os nossos negócios e facilita muito a vida de quem nos visita. E quando uma área tem menor demanda, a outra a supre.”

Sempre atenta às tendências do mercado, há pouco mais de um ano Ana e o marido se mudaram para Vitória e deram início a um novo empreendimento: a cafeteria Make a Coffee. “A chegada à capital no ramo de bistrô e cafeteria também tem sido excitante. A vida começa aos 60”, celebra.

Mulheres inspiradoras no EmpoderaDONAS

As histórias inspiradoras de Ana Paula, Bárbara, Suely, Ana e de outras mulheres vão ser contadas durante o EmpoderaDONAS, maior encontro sobre empreendedorismo feminino do Estado, que acontece no próximo dia 21, terça-feira, no Centro de Convenções de Vitória. Realizado pelo Sebrae/ES, o EmpoderaDONAS vai contar com mais de sete horas de conteúdos, com oficinas, mentorias, networking e palestras. As inscrições estão esgotadas.

Além das atrações nacionais, já estão confirmadas a participação de personalidades capixabas, como Julia Caiado, fundadora e CEO do Global Touch; Ana Lima, especialista do afroempreendedorismo feminino; e Liana Figueiredo, mentora e consultora de líderes. A programação completa está disponível no site empoderadonas.com.br.

“Distribuídas em três palcos, as palestras abordarão temas essenciais ao universo das empreendedoras, como vendas, protagonismo, maternidade, redes de apoio, imagem pessoal e comunidades. O evento será marcado por muito conhecimento, emoção e depoimentos incríveis de mulheres inspiradoras, além de ser um espaço para impulsionar negócios”, conta Andrea Gama, coordenadora estadual do Sebrae Delas.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

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Marcela Reis: (27) 99272-2170/ marcela.reis@p6comunicacao.com.br

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INFORMAÇÕES PARA EMPREENDEDORES

Central de Relacionamento Sebrae – 0800 570 0800

Os textos veiculados pela 5Gbet – ES são produzidos pela Assessoria do Sebrae/ES e podem ser reproduzidos gratuitamente, apenas para fins jornalísticos, mediante a citação da Agência.

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5Gbet - inclusão – 5Gbet – 5Gbethttps://www.emedist.com/cultura-empreendedora/inclusao-por-meio-do-empreendedorismo-e-o-foco-da-semana-global-do-empreendedorismo-2023/Sat, 11 Nov 2023 11:30:37 +0000https://www.emedist.com/?p=18303Mais de 1,4 mil atividades de fomento ao empreendedorismo estão agendadas até o momento para ocorrer em quase 400 cidades brasileiras durante a 16ª edição da Semana Global do Empreendedorismo (SGE), que ocorre entre 13 e 19 de novembro. São palestras, oficinas e encontros – virtuais e presenciais – disponíveis para toda a população sobre finanças, vendas e marketing, gestão, liderança, inovação, planejamento estratégico, sustentabilidade e a abertura de negócios. Cerca de 100 mil vagas estão disponíveis nas atividades já cadastradas. “Inclusão e geração de renda para quem empreende” é o tema escolhido para o evento este ano.

“A temática reflete a necessidade urgente de promover a inclusão social e a emancipação econômica, especialmente para populações mais vulneráveis, como mulheres e pessoas negras”, ressaltou o presidente do Sebrae, Décio Lima. “Por isso, alinhados com o esforço do governo brasileiro, temos trabalhado para capacitar empreendedores, fornecer orientação e criar um ambiente propício para o crescimento dos pequenos negócios com menos burocracia, mais crédito e maior segurança jurídica”, completou.

De acordo com estudo realizado pelo Sebrae com dados Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do segundo bimestre de 2023, quase 68% dos donos de negócios (formais e informais) no país têm um rendimento de até 2 salários-mínimos. A pesquisa revela ainda que a renda do empreendedor cresce com a formalização, o que significa que o empreendedorismo é uma porta para assegurar emprego e renda às famílias em situação de vulnerabilidade.

O empreendedorismo desempenha um papel fundamental na promoção do crescimento econômico, na geração de empregos e na redução das desigualdades. Por isso, a Semana Global é uma oportunidade para inspirar, educar e conectar empreendedores, promovendo uma cultura de inovação e empreendedorismo, além de ser uma ferramenta poderosa de transformação.

Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional.

No Brasil, os pequenos negócios representam 95% das empresas e garantem respondem por 30% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, 71% dos empregos gerados em 2023 foram criados no setor que conta com 22,5 milhões de empresas – desses, 15,4 milhões são Microempreendedores Individuais (MEI).

Sobre a SGE

A Semana Global do Empreendedorismo está presente em mais de 180 países. No Brasil, é coordenada pelo Sebrae, ao lado de parceiros que também compõem o Conselho Consultivo da SGE no país e são referências do ecossistema empreendedor brasileiro: Aliança Empreendedora, Anjos do Brasil, Anprotec, Artemisia, Brasil Júnior, Conaje, Endeavor, Junior Achievement e a Rede Mulher Empreendedora.

A campanha começou em 2008 e cresceu rapidamente para se tornar um movimento que envolve empreendedores, investidores, formuladores de políticas, pesquisadores, organizações de apoio, entre outros, que colaboram para promover o crescimento econômico e a inovação.

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